sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Felicidade é voto de pobreza.

Tem sido difícil tocar o script burocrático e prático dos dias enquanto a vida me puxa pelo braço para ir a uma praia paradisíaca pular no mar e beber uns drinques. Estar feliz parece interferir colossalmente no andamento padrão da vida, porque via de regra estou sempre conformada em não ser assim tão feliz, e isso garante que boa parte de toda a energia produzida pelo meu corpo -quando é produzida- seja direcionada a coisas que, na real, não têm lá grande relevância emocional. Mas como proceder quando alguma coisa de fato relevante exige total atenção e energia? Mandar um "olha, fera, foi mal não entregar o serviço, mas não deu mesmo, serião, precisei passar o dia curtindo o ilê e o charme da liberdade" talvez não seja boa ideia.