terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A beleza do aventureiro.

O explorador que se lança no mundo atado a balões, que se mete numa viagem pelas areias inóspitas do deserto, pela neve, pelas cavernas, por montanhas íngremes e escorregadias, que pouco se importa com o clamor ou o desdém agouroso de quem não foi, de quem morreu; esse explorador está vivo ao transcender o alvo, e é imortal bem quando avassaladoramente perene. Nessa pureza de apenas vislumbrar o propósito em si está a beleza do aventureiro, a única e verdadeira beleza que se pode tatear na escuridão. 

Sem a travessia, Henry Worsley, eu ou você, todos estamos feios e mortos, pouco importa a chegada.