segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

2015 é uma esfinge.

Olhando para dentro, vejo 2014 como o ano em que começo a entender o que preciso, quem eu sou. É tanto ruído externo: herança, culpa e projeção envolvendo os dias que se torna inacessível a audição do que está ali no fundo, onde só eu posso ouvir, mas acho que, passadas três décadas, começo aos poucos a ter acesso a minhas sinfonias particulares. Imagino dias menos chuvosos por dentro, e isso me faz muito bem: é o que 2014 me trouxe de fabuloso.

Olhando pela janela, fico em dúvida se estamos chafurdando de mãos dadas no esgoto ou se rola um movimento de limpar a cara enquanto a sujeira está aqui toda exposta, fedendo. Foi um ano de tomar/mostrar partido. Em geral, o resultado é um fiapo de chorume que não para de gotejar.

2015 é uma esfinge. Nos vemos lá!