sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Morrer até ressuscitar.


Este ano começou com minha quase morte: uma curtíssima hipótese real, mas uma longa ficção em alto-mar tão mortal quanto aquilo que poderia ter sido e não foi. 

Na dúvida sobre a doença, adoeci de um jeito que custei a encontrar a cura. Mas encontrei, sobrevivi, e agora até acho que morrer às vezes me faz muito bem. Morrer até ressuscitar.

O problema é que sempre acho que estou indo bem, afundando nas dunas brancas enquanto a rapaziada passa a milhão gritando de tanga amarela em cima de um bugue feio e enferrujado - até esse bugue me atropelar e eu ficar ali, engolindo areia e pensando num jeito de sair como se nada tivesse acontecido. Não, não foi nada. Pode deixar, obrigada. E lá vou eu esfrangalhada para o hospital, tirando a areia da boca discretamente para não chamar muito a atenção nem estragar o dia de sol dos turistas.

Eu poderia ter virado evangélica e estar agora segurando na mão de deus e indo [ok, NÃO], mas estou aqui escrevendo estas bobagens. 

Só pra dizer que estou feliz. Muito.

Se o seu mundo não acabar, feliz 2013. Se acabar, acredite: esse será o seu começo, e isso é o melhor que você pode desejar.