segunda-feira, 12 de março de 2012

Uma luz que nunca se apaga.

Às vésperas de fazer trinta e um anos, assistir Morrissey ao vivo ontem foi passar a limpo minha adolescência e aceitar em definitivo que os projetos feitos para os meus vinte e poucos foram soterrados e deram lugar a preocupações concretas e palpáveis, como contas a pagar, hordas de formigas invadindo o apartamento e compras do mês. O tempo do existencialismo ultradramático e das projeções etéreas acabou, e não há mais espaço para eu me preocupar com o que quero ser; eu apenas tenho que ser. Como puder, como der. 

Ainda que, no fundo, sempre haja uma luz que nunca se apaga.


Morrissey e o show da minha vida. No sentido mais amplo possível.