segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Esse mundo sempre será meu.


Minha mãe conta que aos 5 anos eu coloquei uma mochila com iogurte e um urso estropiado nas costas e saí sem avisar. Fui encontrada horas depois, tostada pelo sol a pino, alegando procurar o circo ao qual ela se recusou a me levar. Esses circos de rua que eu adorava, e minha mãe achava desnecessários. 

Muitas coisas mudaram desde então - e hoje sou menos radical, impulsiva e passional (palavras-chave: sono, lagarta, mosca-morta) - menos a minha vontade de fugir com o circo. De ser trapezista e de ver um chão diferente sob os meus pés quando o espetáculo acaba. 

Talvez isso não seja possível, porque algumas coisas só têm o seu lugar num mundo que não pode ser. E esse mundo sempre será meu.