segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pouco sol, muito ar.

Eu adoro S. Paulo, mas é um amor doentio, porque esta cidade não me faz bem. Não há espaços vazios, o ar é asfixiante, o sol é um borrão enigmático. É muito barulho por fora, muito silêncio por dentro. Algo atmosférico torna as relações frias, superficiais, inconsistentes, como se esta cidade fosse o lugar do não-ser. Ou alguma bobagem assim.

A ideia de morar no interior ou no litoral me faz bocejar por 15 minutos ininterruptos, mas talvez esses sejam os únicos lugares onde se possa ser feliz como se deve ser. Ao menos é assim que me sinto.

Este foi um final de semana na praia, com pouco sol e muito ar – adorável, portanto:










Prainha Branca, Guarujá - SP